Utilizadores potênciais
Quantificação e tipificação de todos
os utilizadores que irão utilizar a rede wireless
– O
primeiro passo é sem dúvida estimar quantos utilizadores
irão utilizar a rede e tipificálos.
Exemplo: x utilizadores, dos quais y professores, z alunos, n externos
Aplicações a disponibilizar
Inventário de todas as aplicações, recursos
e serviços a disponibilizar:
Exemplo: aplicação a + aplicação b +
....
Associação entre as aplicações
/ recursos e os utilizadores
Construção de um diagrama semelhante ao indicado no
capitulo 4
Divisão entre as aplicações consideradas
críticas e as não críticas
Avaliação do impacto de uma falha em termos de segurança
e consequente divisão
entre dois tipos de aplicação / recurso.
Exemplo:
·
Http, Smtp = recursos não criticos
· Ftp, Snmp, Telnet, Servidores administrativos = recursos criticos
Nota: Estes primeiros passos são
os mais importantes no desenho da rede já que irão
determinar quais os serviços
que podem ser disponibilizados com um nível de segurança
médio (presentes na WDMZ mediante uma autenticação
básica ou mesmo ausência de autenticação)
e aqueles a disponibilizar com um nível de segurança
elevado (através da criação de um túnel)
Site Survey
Identificação de todos os locais fisicos onde será necessária
a instalação de um AP. Esta é uma das tarefas
mais importantes e delicadas. Aqui será importante verificar
dois aspectos:
- Cobertura - colocando todos os APs necessários eventualmente
manipulando a
potência e sensibilidade nos locais onde é prevista
uma grande quantidade de
utilizadores por forma a garantir células mais pequenas.
- Identificação de interferências – que
poderão ser os próprios APs já que no mesmo
espaço
fisico apenas podem coexistir 3 frequências.
Se porventura num espaço estão presentes mais do que
três canais será necessário
diminuir o tamanho das células manipulando o tamanho das mesmas.
Avaliação da Infra-estrutura
Inventário e qualificação da infra-estrutura
de comunicações existente (tendo por base os locais
onde é necessário instalar APs), procurando
identificar pontos frágeis ou carentes de uma melhoria já que
a mesma pode condicionar severamente a rede wireless.
Exemplo – Não é recomendável a ligação
de Acess points a hubs já que os
mesmos serão “bombardeados” com tráfego
com destino diferente. Por outro lado,
uma solução básica (adequada apenas a redes
de muito pequeno porte) utilizando
switches e uma Vlan para os equipamentos wireless (ou várias
Vlans por AP) tem
como consequência a travessia do core por fluxos de nível
2 e propagação
generalizada de broadcasts (com as respectivas consequências
ao nível do
desempenho). Tudo isto sem ganhos em termos de segurança.
A solução ideal
passa pelo suporte dos APs em equipamentos com facilidades de L2,
L3 e L4
permitindo a autenticação de utilizadores (complementar)
e a implementação de
filtros (ACLs) por fluxo, aplicação e essencialmente
a introdução de mecanismos de traffic shaping por fluxo
/ aplicação já que
será este um mecanismo fundamental em termos de gestão
de recursos e contenção.
Desenho da rede
Pela primeira vez surge o diagrama da rede wireless identificando
a Vlan (ou Vlans)
onde vão ficar ligados os APs representando claramente os
pontos de interligação entre a zona insegura (rede
wireless / WDMZ) e a zona segura (LAN). Estes pontos de interligação
deverão ser garantidos pelos seguintes
equipamentos. No caso de serem utilizadas várias Vlans, todas
estas deverão ser separadas
de eventuais VLANs existentes na zona segura da rede. O objectivo
será sempre
segregar os utilizadores wireless estabelecendo regras para controlar
o acesso às aplicações
mais sensiveis:
- Firewall configurado por forma a permitir apenas o acesso às
aplicações previamente classificadas como não
críticas
- Servidor de VPNs – Configurado como fronteira entre as aplicações
consideradas críticas e a zona insegura através de
túneis,
os quais apenas deverão ser estabelecidos mediante autenticação
(802.1x, PEAP/TTLS)
Estes dois equipamentos podem ser reunidos num único que simultaneamente
pode
oferecer as funções de routing. Aí será possível
assegurar estas funções num único
equipamento que poderá ainda proporcionar conectividade WAN
entre os vários polos e terminar túneis oriundos da
Internet ou gerados em polos diferentes.
A autenticação deve ser assegurada por um servidor
de Radius (Funk, Microsoft,
Radiator, etc... ), o qual deverá ser instalado na zona segura
da rede. Cumulativamente, pode ser instalado um segundo servidor
Radius na zona insegura o que permitirá dois tipos de autenticação
(que podem ser transparentes para o utilizador) apenas com o intuito
de gerir a forma como é feito o acesso a ambos os
tipos de recursos.
Sistemas complementares (IDS)
Dependendo do tipo de serviços a disponibilizar na rede e
da sua dimensão poderá ser interessante ou imprescindivel
dispor de um sistema IDS.
Nos casos em que não são disponibilizadas aplicações
críticas na rede wireless e a sua dimensão é reduzida
poderão ser suficientes
as facilidades de detecção de intrusão possiveis
num Router que cumulativamente tenha esta capacidade. Para as redes
que disponibilizam recursos mais criticos ou têm uma dimensão
superior (passíveis de serem utilizadas por milhares de alunos) é recomendável
a implementação de um sistema de defesa IDS
O que é Detecção
de Intrusos?
É a tentativa de monitorar e prevenir ataques que comprometam os sistemas
e/ou
recursos de rede. Tipicamente, um firewall ou sistema de autenticação
previne o acesso sem autorização. Porém, às
vezes podem ser quebradas as regras do firewall ou dos sistemas de
autenticação. A detecção
de intrusos consiste num conjunto de mecanismos instalados na rede
para gerar alarmes quando ocorrem tentativas de acesso sem autorização
aos computadores. Os sistemas de detecção de intrusos
também
podem tomar algumas ações para negar
acesso a pretensos intrusos.
Que Sistemas de Detecção de Intrusos estão
disponíveis?
Os Sistemas de detecção de intrusos dividem-se em duas
grandes categorias.
Estas são:
- Sistemas baseados em Rede (NIDS) - Estes sistemas são colocados
na rede, perto do sistema ou sistemas a serem monitorizados. Examinam
o tráfego
da rede e determinam se este está dentro de limites aceitáveis.
- Sistemas baseados em Host (HIDS) - Estes sistemas correm no
sistema operativo dos servidores procurando determinar se a actividade
no
sistema é aceitável.
Diagrama de um sistema IDS (exemplo)
NIDS
Sistemas de detecção de intrusos capazes de monitorizar
um segmento específico da
rede. Dotados de uma (ou mais) placas de rede (NIC) podendo operar
em Modo Normal (onde somente os pacotes que são destinados
para o computador) ou em Modo Promíscuo (onde são capturados
todos os pacotes que são vistos no segmento Ethernet onde
se encontra o computador) sendo este último
modo o mais comum e requerido pela maioria dos sistemas IDS.
Sniffers e Analisadores
Os sniffers e Analisadores foram projectados originalmente para
ajudar no processo de visualização de tráfego numa
rede. Os primeiros foram o Novell LANalyser e Microsoft Network Monitor,
que básicamente
capturavam todos os pacotes visiveis. Uma vez capturados, podiam
ser contados (contemplando overheads) e obtendo indicações
sobre a carga da rede eventualmente sob a forma de gráficos.
Existem actualmente sniffers mais sofisticados, programas como Tcpdump,
Ethereal e as versões mais recentes da NAI, que podem abrir
vários
tipos de pacotes. Estas ferramentas (como todas) podem ser utilizadas de forma negativa,
por exemplo para
descobrir a password de alguém que tenha ligado via telnet
num sistema Unix
Infelizmente, do ponto de vista da segurança, um sniffer é muito
limitado. A tarefa de
capturar o pacote na rede, abri-lo, e analisá-lo manualmente é um
processo muito
demorado, até mesmo para uma equipa de especialistas de rede.
Assim o objectivo do NIDS é a automatização
desta tarefa.
Exemplos de detecção feitos por NIDS
Examinar os pacotes que atravessam a rede;
- Nos pacotes legítimos, permitir que estes passem
- Num pacote que pareça quebrar a segurança ou integridade
de um
sistema, proporcionar uma resposta automática para o fecho
da sessão. Detectar reconhecimento da rede (Port Scans), por
ser uma das primeiras acções de um cracker que desejando
comprometer um sistema, precisa de conhecer as vulnerabilidades do
mesmo.
- Detectar ataques bem conhecidos. O acesso a um servidor
web através
da porta 80 (web - http) poderia ser visto como uma actividade inofensiva,
mas muitas tentativas de acesso repetidas são na realidade
ataques deliberados, ou tentativa de ataques. Por exemplo, um acesso
como "GET
/../../../etc/passwd HTTP/1.0", é provávelmente
ummau sinal e deve ser bloqueado.
- Identificar “IP spoofing” (utilização
de um falso endereço IP) de vários tipos. O
protocolo ARP que é usado para converter endereços
de IP em endereços de MAC é freqüentemente um
alvo para ataques. Enviando pacotes ARP forjados, um intruso que
obteve
acesso a um sistema pode fingir estar a operar
num sistema diferente.
Quando actividade não desejada é detectada, o sistema
de detecção de intrusos
baseado em rede pode entrar em acção, interferindo
com o tráfego do possível intruso, ou reconfigurando
um firewall para bloquear todo o tráfego
do mesmo.
Infra-estrutura existente
Outro ponto para considerar é a utilização
de switches (e routers), que por filtrarem o tráfego enviado
para as portas, por um lado inviabilizam a utilização
de sniffers e
analizadores (excepto quando activadas facilidades de mirroring)
mas por outro
colocam algumas dificuldades adicionais à utilização
de NIDS sendo então necessário o suporte destas facilidades
ou de dispositivos externos (TAPs).
HIDS
Os Host Intrusion Detection (HIDS) constituem um complemento aos
NIDS
proporcionando uma terceira linha de defesa para aquelas situações
em que o ataque
não foi detectado atempadamente e a segurança foi
já comprometida (por exemplo
quando é estabelecida uma sessão Https com o servidor
onde pelo facto da
comunicação estar encriptada, caso ocorra uma tentativa
de ataque o NIDS não o irá detectar).
Existem dois tipos detecção de intrusão
baseados em host:
- Analisadores de rede que verificam as ligações
ao host, e tentam determinar quais as que representam uma ameaça,
gerando alarmes e eventualmente bloqueando essas mesmas sessões
antes de produzirem qualquer dano.
- Analisadores de integridade que verificam arquivos, sistemas
de arquivos, directórios, em busca de actividades suspeitas
que poderiam representar uma tentativa de intrusão ou comprometimento
do sistema.
Exemplos de acções desencadeadas por HIDS:
- Descobrir tentativas de abertura de sessões TCP ou UDP
em portas não autorizadas, (frequentemente um indicador
de um possível cracker tentando
reconhecer as vulnerabilidades do servidor em questão)
- Descobrir o mapeamento de portas abertas (novamente, um indicador
de um possível ataque que deverá gerar um alarme
e eventualmente reconfigurar um firewall para negar acesso ao intruso).
Monitorização de actividades de Login
Apesar dos melhores esforços dos administradores de rede,
e do desenvolvimento de sistemas de detecção de intrusão
ocasionalmente um intruso consegue-se ligar
remotamente a um sistema (por exemplo porque teve conhecimento
de uma password).
Aqui, torna-se necessário verificar os logs de autenticação.
Este tipo de monitores de
login, alertam o administrador de sistema para actividades invulgares
ou inesperadas
(por exemplo, um utilizador a tentar receber privilégios
de administrador às duas horas da manhã de um domingo).
Monitorização de actividades de administrador
ou Root
Sendo o objectivo de todos os intrusos obter acesso de super user
(root) no sistema
que invadiram é vulgar detectar um intruso através
de algo tão simples como a hora a
que o mesmo se ligou já que um sistema bem mantido e seguro
normalmente só é
acedido desta forma para efeitos de manutenção de
sistema.
Monitorização de sistemas de arquivos
Inevitávelmente, quando um intruso invade um sistema começará a
alterar os arquivos do mesmo, por exemplo instalando um sniffer
ou modificando alguns programas para desabilitar métodos
de detecção de intrusos.
Como a instalação de um software num sistema normalmente
envolve a modificação de arquivos
ou bibliotecas, agentes como Dragon foram desenhados para detectar
qualquer mudança no
sistema de arquivos, alertando o administrador para estas mudanças.
Exemplos de acções para prevenir alterações:
- Criar um MD5 ou outro checksum criptografado de todos os arquivos
criticos do
sistema, e respectivo armazenamento numa base de dados. Quando
um arquivo
mudar, mudará também o seu checksum.
- Armazenamento da data e hora de criação / modificação
de todos os arquivos críticos do sistema verificando mudanças
(timestamps).
- Manutenção de um registo de qualquer programa no
sistema que seja executado
como super user verificando alterações ou novas instalações.