REDES
WIRELESS NO CAMPUS VIRTUAL - QOS, FIABILIDADE & SEGURANÇA
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Introdução
e-U
Campus Virtual
A participação da Enterasys Networks no Campus Virtual
/ Universidade Electrónica, insere-se na área de conectividade
desta iniciativa da UMIC, uma unidade dependente do Conselho de Ministros,
que no âmbito deste projecto, apoiado
através do programa POSI, se propõe contribuir para
a criação de
serviços universitários on-line, produção
e partilha de conteúdos académicos; tudo isto através
da implementação de redes sem fios nas mais de cinquenta
Instituições envolvidas.
Encerra um desafio, pela diversidade de soluções necessariamente
contidas no mesmo e pelo conjunto de questões a atender
cumulativamente:
Integração com outros equipamentos e Interoperabilidade graças à operação
de acordo com o standard 802.11b e em particular com as especificações
ETSI, onde é viável a
selecção de frequências entre um conjunto de
13 possiveis e assegurada uma potência de emissão
adequada. Esta tecnologia obriga à separação
de canais em uso num espaço físico, limitando as
frequências
utilizáveis
simultaneamente, tornando crítica a manipulação
da potência
e sensibilidade bem como o estudo da implantação
de access points e antenas. Da mesma forma torna-se importante
a identificação
de dispositivos susceptíveis
de produzir ruído ou atenuação. Do ponto de
vista da interoperabilidade, o rigoroso cumprimento dos standards
e normas em vigor é a única
garantia de integração sem problemas com a rede existente
e ligação
de equipamentos de outros construtores (portáteis, PDAs,
etc...).
Migração para outras tecnologias e flexibilidade para
salvaguardar a protecção do investimento, num momento
em que se vislumbram outros standards a adoptar no futuro (802.11a,
802.11g, etc...), através
da modularidade de equipamentos, passíveis de utilização
no interior e/ou exterior (na interligação de redes)
e independência
da tecnologia graças à possibilidade de actualização
dos rádios.
Desempenho e garantia de funcionamento para aplicações
críticas atendendo à diversidade de utilizadores e
aplicações
e consequente necessidade de QoS. A Qualidade de Serviço é um
requisito indispensável nas redes de comunicações
actuais já que a largura
de banda enquanto bem escasso deve ser gerida de uma forma inteligente,
com base nos requisitos das aplicações. Atendendo a
estas necessidades, a Enterasys Networks criou um conceito, baseado
em standards e extensível à rede wireless a que chamou
User Personalized Nework, segundo o qual, cada utilizador, no momento
em que se autentica, é assignado a
um perfil e
tratado em conformidade. Este conceito pode ser particularmente útil
numa rede como a de uma Universidade onde existem sempre pelo menos
três perfis distintos (alunos, professores e administrativos).
Garantia
de níveis de segurança diferenciados para
atender aos diferentes requisitos dos vários utilizadores
através
de mecanismos que garantam a confidencialidade dos dados num meio
partilhado, num momento em que o WPA não está ainda
disponível
e são conhecidas as fragilidades da encriptação
WEP. Como resposta a estas questões é necessária
a disponibilização de mecanismos
que garantam múltiplas chaves, a sua renegociação
automática, em
intervalos previamente determinados (e inferiores aqueles que permitiriam
reunir o tráfego necessário para encontrar uma chave
através da utilização
de “força bruta”). Uma rede personalizada (UPN)
permite, em conjunto com as várias tecnologias de autenticação
responder a estas necessidades com ou sem recurso à utilização
de Vlans (indesejáveis
na maioria das configurações por implicarem a travessia
do respectivo core por fluxos de nível
2) e proporcionando a capacidade de negar determinados recursos
a perfis de utilizadores (ao mesmo tempo que garante QoS em função
desses mesmos perfis). Paralela e cumulativamente pode ser ainda
implementada uma VPN tomando como base um conceito vulgar nos firewall’s,
a implementação de uma WDMZ (zona wireless desmilitarizada).
Fiabilidade e Redundância para proporcionar um funcionamento
ininterrupto da rede. Na análise deste parâmetro independentemente
de eventuais mecanismos alternativos (como a redundância
entre células sempre que é assegurado roaming e fontes
de alimentação
em load sharing possiveis nos Access Point da Enterasys Networks)
há dois aspectos essenciais a ter em conta; O MTBF e o MTTR.
O MTBF (Mean Time Between Failure), tal como o nome sugere é o
periodo médio entre falhas de hardware segundo a Telcordia
SR-332 Parts Count Technique. O MTBF de um Access Point da Enterasys
Networks é superior
a 900.000 horas (~100 anos) o que supõe probabilidades de
avaria extraordinariamente baixas, mesmo quando considerada uma
rede com várias centenas de equipamentos. O MTTR é o
tempo requerido para reparação ou substituição
do componente defeituoso, e decorre do envolvimento de um conjunto
de parceiros qualificados muito vasto e capaz de cobrir todo o
Continente e Ilhas.
Na prática, atendendo ao pressuposto de que “uma rede
só é boa se permitir poupar ou ganhar dinheiro”,
também a fiabilidade
da mesma pode ser traduzida em Euros. Tendo como objectivo o aumento
da produtividade dos utilizadores e tomando como referência
os valores de produtividade mais conservadores publicados pelo
INSAT, Banco de Portugal ou INE, conclui-se que um equipamento
com um MTBF inferior a 50.000 horas (bastante comum) e que tenha
em média 20 utilizadores, facilmente
se tornaria extraordinariamente caro num horizonte de 3 anos, mesmo
desprezando o seu custo ou os recursos dispendidos na reparação
das avarias.
Sobre a Enterasys Networks: A Enterasys Networks
surgiu a partir do spin-off da Cabletron Systems, integrando a
divisão
de networking da Digital Equipment
Corporation (adquirida em 1998), possuindo uma experiência
em redes superior a 20 anos (10 anos em wireless) e mais de 700
patentes. É um membro
activo das alianças WECA, UNH/IOL e WLANA e possui certificação
WI-FI em todos os seus produtos wireless.